Justiça  escrito em terça 25 dezembro 2007 04:24

 

  Justiça é a ânsia do ser humano social...

Na dicotomia resultante do aculturamento promovido pelo sistema manipulador X necessidade coletiva, sucumbe o humanismo, a decência, a dignidade!!!!!!!!!!!!

 

Justiça é a quimera, é a repugnante e teoria do "ser" e "dever ser"...

 

De teorias pomposas estou farta!

 

E a  equidade de Aristóteles.... Citada como mero ideal.... Retórica vazia... Hipocrisia!

 

Enquanto a justiça é sinônimo de lobby, o ingênuo "chefe de direito x omisso de fato", outrora portador da esperança de muitos, aborta o direito pétreo por mim considerado de maior valor: o direito de ser educado enquanto ser humano e cidadão.....

 

De que adianta dizer que se existe, se na realidade a existência está condicionada a um estado inerte e medíocre de  vegetal... Fardo social!

 

O sistema se faz de rogado...

É mais barato!

Mas quem dirige o sistema?

 

Se o atual "Big Boss" administra suas finanças a contento, porque não usa o mesmo critério para efetivar o idealismo que sempre pregava, batendo no peito soberbo, como quem acreditasse nas próprias palavras... E concretiza o anseio dos filhos desta terra.... Terra de heróis....! Sim, os heróis da “sobrevida”, eta povo teimoso... E, sejamos razoáveis: não há como matar a fome da dignidade com um salário miserável!

 

Os “sobreviventes”, otimistas natos, não conseguem extirpar a esperança de um dia serem valorados por um fundamentalismo humanitário, essa talvez seja a força motiz que os mantêm vivos...

 

Que utopia!

 

O sistema, impelido pelo capitalismo escravista/homicida, aliena o homo desde o pré-escolar, para assegurar o subjugo, a passividade e a manipulação de seus administrandos...

 

A maioria dos vitimados vive numa ilusória realidade: acredita que tem direitos, liberdade, respeito, dignidade...

 

A minoria, consciente do "show circense", solta seu grito silencioso, assiste a barbárie com repulsa,  tal qual “padre sem missa”.

Os agraciados pela oportunidade de gritar, a exemplo de Arnaldo Jabor, sofrem as duras penas da lei....

Brasil é isso aí: falou a verdade, o dano moral pega...

 

Outrora a palavra de um homem era seu maior orgulho, era a prova da idoneidade de seu caráter...!

Hoje, o mesmo homem, se falar a verdade pode pagar caro.... Pelo menos em tese, só tem dor de dente quem dente tem... então, que dor moral a norma obriga a ressarcir???

 

E o problema é que atitude conjunta não existe para se exigir o que de direito se poderia... Afinal, à maioria nem foi dado o direito de saber o que é cidadania!

 

Essa manifesta rinite mental, mero reflexo condicionado, é o preço que alguém paga por entender o estado em que se encontra a ferida social brasileira: o problema da auto-desumanização promovida pela alienação....

 

Mas em pleno século XXI, na era da revolução da informação, acredite, a maioria é analfabeto social, por mais que tenha estudado, pois que, ler sem entender é o mesmo que nunca ter lido!

 

Não seria de fato  a omissão do Estado um meio de perpetuar a atual monocracia?!...

 

E viva a justiça brasileira!!!

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Te desejo neste natal.....  escrito em terça 25 dezembro 2007 04:17

   A vocês amigos e visitantes, desejo de natal o que pedi para mim na “carta de natal ao pai” neste log postada! 

 

Andei divagando a respeito desta data,  lembrada por muitos só no dia 25 de dezembro...    

 

Se não pudermos perseguir um caminho de autosuperação, o renascimento pregado por cristo será infrutífero....      

 

Natal não é apenas um feriado, uma data, presentes.....  

 

natal é todo dia!   Se buscarmos somente um caminho previamente traçado por outros, poderemos chegar apenas onde a maioria já chegou...    

 

Se podemos ir além por que limitar possibilidades?   

 

Para aqueles que não acreditam em Deus, tudo bem,  primo pela liberdade que exijo, de maneira bilateral!

 

Mas sugiro assim mesmo a leitura da carta

pode acrescentar

 te ajudar a pensar!       

 

Nas palavras de Vivícius de Moraes

 

"...A vida só se dá...  para quem se deu!”   

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Carta de Natal ao Pai  escrito em terça 25 dezembro 2007 03:55

 

Conversa com Deus 

Natal para mim é sinônimo de renascimento..

É uma data em que volto meus pensamentos para uma retrospectiva do ano que se passou, numa tentativa “imparcial” de avaliar os aspectos positivos e negativos. Assim, posso estimar se os benefícios estão sendo maiores que os “prejuízos”...

Se estou devidamente comprometida na escola da vida..!

Eu uso “feliz natal” para externar aqueles com quem convivo, meu desejo de que, a cada dia neles se manifeste a contínua evolução de conhecimento, torcendo igualmente para que esse “conhecimento”, se atingido, não fique inerte/embernando no cérebro ou em alguma biblioteca, com capa bonita, limitado a ornamento...

Na pluralidade de conceitos pré-estabelecidos, cada um recebe/entende de um jeito o meu “feliz natal”... Não importa, o importante é o que eu quis dizer, mesmo sem me fazer entender! 

Natal para mim não é mera data condicionada a ideologismos religiosos.... A verdade defendida e pregava em metáforas pelo idealista Jesus Cristo, foi reinventada, desconstruída...

O ego humano deturpou a essência de sua filosofia humanista... Restando o que sempre se viu: Igrejas usando o nome de Deus para aprisionar as almas pela alienação, privando-as da oportunidade de aprender.

Conhecimento para mim é sinônimo de vida... Não gosto de receber um “conhecimento pronto”, prefiro aprender o caminho que me leve até ele!

No natal comemoro essa capacidade de estar viva, quando muitos apenas vegetam na mesmice da ineptidão maquinicista inerte.  

Conviver neste contexto é uma valiosa oportunidade, a sociedade é um campo inesgotável de pesquisa. A cada dia que convivo, aprendo algo novo, estou redesenhando meu mapa, meu norte, meus conceitos... É no outro que descubro quem eu sou!

Neste ano em particular, sentada à beira do caminho, refleti a respeito de tudo.

Numa mescla dicotômica de conceitos X pseudo-pré-conceitos, entre a razão X emoção, entre o que sou X o que aprendi que deveria ser, senti medo de retroceder, pecar pela omissão, agir imbuída por extremismos, entre outros... Ora movida pelo “eu individual”, ora movida pelo “eu coletivo”, mas consegui chegar a uma conclusão satisfatória.

Daqui a algumas horas será meia noite, o “natal”.A ti ó Pai, Deus, Jeová, Energia Superior ou sei lá quantas nomenclaturas mais existem, elevo meu pensamento, vim te contar que tenho dispendido esforço por vezes sobre-humano, na incessante busca de saciar a sede da alma.E agora, orgulhosa de mim mesma, com o fruto do trabalho árduo deste ano nas mãos,  quero ofertá-lo a ti!

Talvez insuficiente, poderia ter sido melhor.... Não importa! O importante é que hoje sou melhor que ontem, mesmo em meio aos tropeços, estou muito feliz, posso comemorar, estou viva, na ampla expressão da palavra!!!

Para o novo ano que se aproxima, não tenho nada mais a pedir... Apenas que jamais permita meu retrocesso, minha omissão, a solidão de me perder de mim mesma e procurar em vão pela minha  alma!... 

” (parafraseando Francisco Buarque de Holanda)

Minha vontade de continuar nesta plenitude me impele a buscar o conhecimento, entretanto as escolhas são difíceis...

Sem maiores delongas... Desprovida de presunção ó Pai/Ser maior que rege minha limitada existência...Movida pela quimera que eu sou... Te ofereço o meu melhor!

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe!” (Oscar Wilde)

 Lunia  

 

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Divagação Crítica a Respeito da Ferida Social do Século XXI  escrito em quarta 19 dezembro 2007 22:35

Quando a  vida se resume aos  restos que sobram... 'daquele tempo', daquela ânsia do 'quero mais', da inquietação promovida pela espera... seja no trabalho, na família  ou nos relacionamentos... nos  permitimos viver  de ilusão.... eternamente à espreita... e, lamentando as quimeras..... vivendo de sonhos.. cultuando  um futuro passado com o insistente gosto amargo de reviver o fracasso, e, realmente vamos sucumbir!!!!!!! Porque o fracasso se repetirá....  será um reflexo condicionado óbvio...

 Nem  sempre escolhemos viver o 'hoje'... Lutar... Mas estamos  fadados a algum dia mudar oque nos faz repetidamente cair! Porque este é o único caminho: no limitado mundo de opções que a vida dispõe: ou a mesmice ou a atitude!

É simples, mas não é fácil!

Na teoria há uma descrição.... ex. numa aula de medicina o professor explicita: primeiro mede-se x cm à esquerda, x à direita, depois, inicia-se a incisão... e blá blá blá. Já na prática, as emoções se manifestam. Então, utilizando o mesmo exemplo, no momento de fazer a incisão... o coração dispara, a insegurança aparece, o corte não é feito no local correto..... ou na melhor das hipóteses o resultado é o acerto.

Enfim, tudo dependerá das limitações de cada um... cada um é único!

O exemplo acima, é uma metáfora, estendendo o exemplo acima às demais situações da vida, podemos ser pós-graduados em relação ao perdão e, entretanto, estar no pré-escolar em relação à vulnerabilidade emocional nos relacionamentos interpessoais no exercício da solidariedade, pela ausência na prática, da experiência de relacionar-se em grupo....

É complexa a escola da vida, por isso, ora ensinamos, ora aprendemos, ora trocamos, quando convivemos!

A vida é uma maravilhosa oportunidade de aprender.... a todo instante apreendemos algo.... mesmo sem perceber...

E mais, somos imprescindíveis ao crescimento dos outros, seja por agir de maneira correta e servir de exemplo, seja por não agir corretamente e exigir dos outros o exercício da virtude da paciência, seja por propagar a utopia que nos impele a crescer...

O que importa na realidade, é ter um ideal que promova atitude/evolução, buscá-lo diariamente, ser um eterno investigador de si mesmo (porque a mente é nossa maior inimiga), para poder entender quais são os pontos a serem mudados, ao mesmo tempo em que, colocar-se no lugar daqueles que nos rodeiam, com as limitações que eles possuem, para realmente compreendê-los.... e SEMPRE, SEMPRE evitar o prejulgo ao próximo! As aparências podem ser ilusórias, efêmeras.....

Não se trata de filosofia religiosa, qualquer outro arquétipo fundamentalista ou ideologia alienante, é apenas uma maneira de viver melhor!

Precisamos fugir da tendenciosa corrente que aniquila a humanidade latente em nós... o individualismo!

O mundo vive hoje na prática desenfreada do “eu individual” em detrimento do “eu social”, resultado dos valores capitalistas colocados como modelo de vida padrão, é a ferida da atual sociedade em nível de mundo!

É o ter em detrimento do ser, é uma valoração do homo equiparada a algo que cabe no bolso: o dinheiro!

Acompanhe uma linha de raciocínio:

-atualmente é comum pagar um psicólogo (um amigo com conhecimentos teóricos a respeito das mazelas emocionais e mentais do ser humano), ao invés de desabafar com um amigo..... A amizade já não encontra espaço na atual conjuntura.... a superficialidade paira nas relações interpessoais de modo geral!

-um pai de família, por vezes, precisa lutar para manter um trabalho assalariado (indigno e insuficiente) e/ou voltar a estudar, para não ser dispensado e substituído por uma máquina com produção maior, em menor tempo... porque o fim de tudo é o lucro, mesmo que o preço a ser pago  seja o da desumanização nas relações de trabalho...

-a família já não conversa, quase não se tem tempo! E quando a família tem um tempinho, no horário do almoço ou no final de semana, cada um vai para seu canto... a mesa de jantar está sempre vazia, ou todos almoçam juntos, atônitos em frente a TV...

-a realidade da funcionária gestante (de classe social desprivilegiada, A MAIORIA) é sempre a mesma, quando o bebê nasce, imediatamente após vai para o berçário, creche.... não pode facilitar, pois corre o risco de perder a vaga para outra pessoa que possa estar integralmente à disposição, afinal uma criança não dá lucro, e, só atrapalha a produção da mãe trabalhadora... mas a mãe em questão dá de si o melhor, pois, se não trabalhar como vai colaborar e/ou sustentar a família? Ao mesmo tempo em que, a criança não recebe na creche e posteriormente na escola a formação necessária enquanto ser social, o investimento na educação é insuficiente e a metodologia adotada não abrange “educação para a vida” (antes a educação para a vida era função exercida pela família, mas agora todos vivem em função do sistema), e a criança com personalidade e caráter em construção, recebe informação insuficiente, por vezes deturpada, quando recebe .....  e tudo começou pelo esforço de uma mulher/trabalhadora/mãe.... e em conseqüência   ....  talvez a criança submetida a essa realidade, possa ser um futuro adulto sem estrutura, improdutivo, frustrado, sem perspectivas... a bola de neve está tomando proporções cada vez maiores... E A SOCIEDADE É COMPOSTA POR MILHÕES DE CRIANÇAS INSERIDAS NESSE CICLO VICIOSO!  

A divagação não esgota o assunto, pois, o ideal seria escrever um livro perseguindo essa linha de pensamento, mas pode ajudar a refletir..!

Afinal, numa metafórica comparação: de uma pequena semente dependendo do solo,  poderá surgir uma grande árvore, estruturada, produtiva, sua sobrevivência será assim condicionada a própria sorte, de cair onde haja condições plenas de desenvolvimento .... e o ser humano racional, no meio em que vive, pode até ser uma semente de boa qualidade, o meio é o fator primordial para moldá-lo, propiciar condições para que ele se torne estruturado, produtivo, sua sobrevivência dependerá também desse condicionamento, com a ressalva de que, se não receber uma formação de valores coerente para a formação de sua personalidade, será apenas mais um ser humano agindo individualmente e, vivenciando no decorrer da existência, um conflito interno inconsciente: o de esperar do outro oque não sabe dar..... fruto do subjugo a um sistema escravista, alienante, sem valores morais, sem solidariedade, sem humanidade!  E O PIOR ... NEM SE DÁ CONTA DISSO!!!

E aos nossos filhos, que legado será deixado?...

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ABORTO: A VIDA COLOCADA EM OPÇÃO  escrito em quarta 19 dezembro 2007 22:18

Em breve viagem pela história da humanidade a respeito do aborto, sua prática era influenciada por vários fatores, culturais, sociais, econômicos, religiosos e principalmente políticos.

A adaptação da sociedade do século XXI em meio aos embates de ordem econômica, política, social e demográfica, tende a favorecer a prática do aborto.A reformulação de conceitos e valores é cada vez mais flexível e a busca do Direito por soluções cada vez mais complexa, reflexo condicionado do elevado nível de prosperidade tecnológica: a Sociedade da Informação.Gradativamente, desde seu nascimento, o capitalismo parece contribuir significativamente para com a decadência do senso de humanidade que outrora norteava a norma sinônima de promoção do bem comum.

Na busca pela justiça, a humanidade sempre foi impelida à adaptação do “eu social” em detrimento do “eu individual”.

A legislação brasileira atual protege a vida humana desde a concepção, salvaguardando o direito do nascituro à dignidade, possuidor de direito personalíssimo nato, sendo o aborto enquadrado como um crime contra a vida, o primeiro bem jurídico a ser preservado pelo Estado, constante na Constituição Federal/ art. 1° e 227, no Código Civil brasileiro/art. 2º , no Estatuto da Criança e do Adolescente/art. 5°, no Código Penal/art. 124 e seguintes, o aborto anencefálico não está expressamente autorizado na legislação brasileira. Esta omissão tem originado controvérsias e contendas judiciais.

O problema da legalização do aborto precisa ser analisado de todos os seus nuances, para propiciar num contexto mais amplo a construção de uma opinião consciente e consistente, sob pena de pecar limitando a interpretação apenas a um foco individualizado, pecando pela omissão.

Que ideologia motiva iniciativa de tal natureza?

Num apanhado geral, o cidadão que acompanha os acontecimentos noticiados no Brasil com uma razoável análise crítica, sem a tradicional “cegueira do inconsciente coletivo”, percebe que a iniciativa tem cunho político. Entretanto, os bebês por nascer não têm qualquer importância no discurso da “saúde pública” do governo.

A mídia vem noticiando a polêmica do aborto há algum tempo. A respeito da idoneidade dos meios de comunicação, há de se observar à origem da informação, prováveis distorções, se vem “de cara limpa” ou “maquiada”. Infelizmente o lobby junto aos meios de comunicação, pode frutificar na população brasileira em desinformação ou informação tendenciosa.

Diversos segmentos se utilizam dos meios de comunicação para se manifestar a respeito do assunto. Em dezembro de 2004, foi divulgada a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, elaborada por Edson França e outros. De Iniciativa do Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde e Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), publicou na Internet um manifesto com 36 páginas, discorrendo sobre o problema do "abortamento inseguro" e da falta de um "abortamento rápido, seguro e sem riscos". A "segurança" omitiu a situação do feto, limitou-se apenas à gestante. Há no plenário da Câmara, sete projetos de lei visando à legalização do aborto, seis são de iniciativa do Partido dos Trabalhadores.

Eis alguns tópicos da norma que se pretende aprovar:

-obrigatoriedade do médico de fazer o aborto, mesmo sendo contrario a sua prática e à prática da medicina, no caso de não haver outro profissional disposto a fazê-lo;

Obs. Como afirma nos bancos universitários do Direito: “Ninguém pode ser violentado na sua consciência”. Em caso de aprovação dessa norma, o Código de Ética da Medicina precisaria de adaptações. Universidades de medicina de obstetrícia teriam na grade curricular, matéria específica visando capacitar os futuros médicos à nova atribuição. A medicina passaria por um dilema dicotômico: “manter x tirar a vida.”

- atribui ao Estado o dever de manter hospitais e profissionais que façam o abortamento;

-a norma exige discrição, proíbe noticiar o fato à autoridade competente (policia, Ministério Público) sob pena de violação do segredo profissional. (art. 154, Código Penal). -a norma utiliza as seguintes nomenclaturas: "esvaziamento uterino", o feto de "produto da concepção", "material ovular", "feto", "conteúdo uterino" ou "restos ovulares" ao invés de aborto;

-ao referir-se ao micro abortivo, vulgo "pílula do dia seguinte", a norma substitui o termo aborto por ”AE-anticoncepção de emergência", afirmando que "não existem evidências científicas de que a AE exerça efeitos após a fecundação, de que atue impedindo a implantação ou que implique a eliminação precoce do embrião.

Não seria essa tentativa estatal, prova material da aplicação de políticas anti-sociais?

Que suposto vínculo político/econômico há com o interesse de legalizar o aborto e qual seu grau de importância?

Qual seria a justificativa para nova retaliação da “Lei Maior”? Salientando é claro que, a Constituição brasileira está mais para colcha de retalhos no que tange às cláusulas pétreas do que propriamente para norma que salvaguarda direitos.

Segundo afirmou o Presidente da PROVIDAFAMÍLIA,  O IPPF (International Planning Parenthood Federation), é a maior organização privada internacional promotora do controle de população com conotações racistas, tem 142 filiais no mundo, no Brasil a BEMFAM, com orçamento médio anual de 2 milhões e meio de dólares.

Para a efetivação dos objetivos escusos, algumas medidas foram tomadas:

destinação de recursos nos chamados “Projetos de População”; criação de associações e movimentos feministas para a implantação das medidas; criação e manutenção de “lobby” junto ao Congresso Nacional, para trabalhar pela aprovação de leis que atendam aqueles objetivos.

Em países como a Itália e a Alemanha, a psiquiatria desaconselha o aborto inclusive em casos de abuso sexual, sob a alegação de que tal pratica prejudicaria a saúde psíquica da mulher, gerando trauma maior que aquele resultante do estupro.

A TV Bandeirantes, no programa “Fogo Cruzado”, constatou a afirmativa acima descrita, quando entrevistou mulheres vítimas de estupro acompanhado de gravidez.

Grupos feministas no pleito pela legalização do aborto alegam que: “o corpo é meu e com ele faço o que bem entendo” (frase inspirada pelo ministro do STF José Celso de Mello Filho, favorável à legalização do aborto).

Em que se pese que o estatuto judicial e moral do nascituro, pelo menos em tese, assegure seu direito ao contraditório e à ampla defesa. Em presunção tácita, pode-se afirmar que, se o feto pudesse expressar sua vontade, induzido pelo instintivo ímpeto de preservação da própria vida, certamente pediria para viver, alegando o ilícito de tentativa de homicídio! (opinião em relação ao aborto voluntário).

O questionamento ora enfocado, é específico para os casos de aborto espontâneo, sem diagnóstico de anomalia ou prejuízo à saúde da gestante.

Uma abordagem ampla há de considerar em todos os aspectos o prejuízo humano das partes: o feto e a mãe.

No aspecto prático da Lei, a hipótese de existência de previsão legal do aborto abre guarita a novas contendas jurídicas. Num caso concreto de geração de filhos bilateral (diferente de processo de inseminação artificial de caráter unilateral), se um casal diante da notícia de gravidez diverge, a prática de aborto somente poderia ser realizada mediante expressa anuência do outro? Em tese, em litígio dessa natureza, o interessado pode pleitear seu direito em juízo. Será uma “Ação de Destituição de Poder Familiar” com utilização de Medida Cautelar visando à continuidade da gravidez? Qualquer ato voluntário da gestante que venha a comprometer a integridade física do bebê durante a tramitação do processo seria passível de danos morais? O procedimento deve ter rito ordinário?. Em caso de sentença destitutiva de pátrio poder materno, ao arrependimento ulterior da mãe cabe apelação? Pode haver intervenção de terceiro interessado? Considera em todos os aspectos o prejuízo humano das partes envolvidas: o feto, a gestante e o pai?

A liberação da prática do aborto ensejará mudanças na Constituição Federal, no Código Civil, no Código Penal, no Estatuto da Criança e Adolescente, no Código de Ética da Medicina, na competência Ministério Público...

Outro forte argumento dos defensores do aborto é a afirmativa de que com a legalização do aborto, sua prática seria reduzida. Então, à luz do entendimento dos princípois gerais do direito, por analogia, na legalização do roubo, sua incidência também seria reduzida, assim como o consumo da maconha...

A legalização do aborto é a destituição da qualidade de “cláusula pétrea” o direito personalíssimo. Abre precedentes da analogia também para a eutanásia. O argumento para provocar a tutela jurisdicional seria: “eutanásia: um ato de amor”. Já a pena de morte poderia ser referenciada como: “pena de morte: o antídoto da legítima defesa social”. Nesse caso, matar os “maus elementos”, aqueles que oferecem perigo ao meio social, numa análise fria, seria menos injusto que matar um ser ainda em formação, detentor de presumida idoneidade moral.

Numa sarcástica projeção... O“Dia Nacional da Cidadania Consciente”, o direito à prática do aborto poderia ser visto como motivo de comemoração, na qualidade de direito social adquirido?

Tal divagação analógica é retórica vazia? Talvez! Porém verifica-se que os três poderes são parciais quando o assunto em pauta são “os interesses internacionais”, por imposição, conveniência e por passividade, mesmo que o preço social a ser pago seja a injustiça!

Isso não é novidade! No decorrer da história, a norma promoveu injustiças sociais hediondas, a exemplo da “desigualdade que permitiu que brancos escravizassem negros”, do holocausto promovido por Hittler, do malthusianismo, da eugenia, da intervenção dos EUA no Iraque (num ato mediúnico de legítima defesa à proteção nacional norte americana).

É lamentável a anuência de parte da sociedade em comungar com o pleito legal do aborto.

Se a norma aprovar o aborto, o que restará provado?

Apenas que o direito legal de cunho objetivo se sobreporá ao direito moral de cunho subjetivo... Aniquilando o senso de humanidade presumido dos seres que se auto consideram RACIONAIS!...  acrescendo nova modalidade de homicídio qualificado no rol das "salve salve" normas apreciadas, seguidas, impostas.. entretanto, sob o viés da ética, quem colherá os frutos amargos da miopia social?... NÓS, NOSSOS FILHOS!  

                Trechos do artigo " ABORTO: A VIDA COLOCADA EM OPÇÃO".

                                    de minha autoria.

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